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Comparador de whey protein
44 produtos de 28 marcas vendidas no Brasil, nacionais e importadas, ordenados por custo por grama de proteína (a partir de R$ 0,21). Toque num produto pra ver a ficha completa, ou selecione até 4 pra comparar tipo, dose, proteína, composição inteira, prós e contras e preço lado a lado, com a fonte oficial de cada dado.
Nenhum whey com esses filtros. Tente afrouxar a busca.
Comparação lado a lado
Cor por linha: melhor ao pior valor da seleção. Vale para custo por grama, proteína, concentração e a composição (menos carboidrato, açúcar, gordura e sódio é melhor).
A composição (calorias, carboidrato, açúcar, gordura e sódio) é por dose, lida da tabela nutricional oficial de cada produto; como as doses variam de 24 g a 50 g, compare junto com a linha Dose. Proteína por dose e tamanho da dose são do rótulo oficial. O custo por grama de proteína é o preço dividido pela proteína total do pote; usa o preço do fabricante (ou de revendedor no caso dos importados) em 09/07/2026, alguns em promoção, e muda com frequência. Concentração é a proteína por dose dividida pelo peso da dose. As cores mostram, em cada linha, do melhor ao pior valor da seleção. Custo por grama pressupõe que a proteína do rótulo é real: a Senacon suspendeu 48 marcas em 2024 por suspeita de fraude, então preço baixo demais é sinal para desconfiar, não para comemorar.
Como escolher
Os tipos de whey, traduzidos
Concentrado
70 a 80% de proteína por peso, com mais lactose e gordura. É o mais barato e o mais vendido. Resolve o ganho de massa do dia a dia pra maioria.
Isolado
Acima de 85% de proteína, com pouquíssima lactose e carboidrato. A escolha de intolerantes e de quem faz dieta restrita. Custa mais caro por grama.
Hidrolisado
Isolado pré-quebrado em fragmentos menores pra absorção mais rápida. O mais caro dos três, com ganho prático modesto pra maioria.
Blend
Mistura concentrado, isolado e hidrolisado no mesmo pote pra juntar custo e velocidade de absorção. Alguns ainda trazem vitaminas e minerais.
O que a base mostra
Os números que aparecem quando você olha os 44 potes juntos
Comparar um pote com outro não resolve muita coisa. Comparar 44 resolve. Todos os números desta seção são contados da própria base quando a página é gerada, então eles não conseguem divergir da tabela acima.
O preço do pote engana
O que importa é quanto custa cada grama de proteína, não quanto custa o pote. Nesta base, isso varia de R$ 0,21 a R$ 0,73 por grama, com mediana de R$ 0,40. Do mais barato ao mais caro há uma diferença de 3 vezes. Dois potes com o mesmo preço na prateleira podem entregar quantidades de proteína bem diferentes.
Concentrado x isolado, no bolso
A mediana do concentrado é R$ 0,30 por grama de proteína e a do isolado é R$ 0,50. A diferença existe e é consistente, o que torna a pergunta certa não "qual é melhor", e sim se o que o isolado resolve para você justifica pagar a mais.
Concentração varia muito
A proteína por peso da dose vai de 44% a 90% nesta base. Isso é o que diferencia um pote em que quase tudo é proteína de outro em que boa parte da dose é carboidrato, gordura e aditivo. É a coluna que menos aparece na propaganda e a que mais muda a conta.
O mercado brasileiro
São 33 produtos nacionais e 11 importados, de 28 marcas. Por tipo: 14 concentrados, 16 isolados, 12 blends e 2 hidrolisados. O hidrolisado, o mais caro dos quatro, é também o mais raro.
Os dois extremos
O melhor custo por grama de proteína da base é o BodyAction Isolate Definition (WPI + soja) 900 g, a R$ 0,21. O mais caro é o Optimum Nutrition Gold Standard 100% Isolate 1,32 kg, a R$ 0,73. Vale olhar os dois na tabela: nem sempre a diferença de preço corresponde a uma diferença equivalente na ficha.
Preço tem data
Os preços foram conferidos em julho de 2026 e alguns estavam em promoção. Preço de e-commerce muda toda semana, então trate a coluna como ordem de grandeza, não como cotação. A ficha nutricional, essa sim, muda raramente.
A ciência, em português
O que a evidência realmente sustenta sobre whey
Suplementar proteína funciona, e tem um ponto onde para de funcionar. A revisão de referência sobre o assunto, publicada no British Journal of Sports Medicine em 2018, juntou os estudos de treino de força e encontrou ganho real de massa magra com suplementação de proteína: 0,30 kg em média. Mais importante que isso, ela achou o ponto em que o benefício adicional some, em torno de 1,62 g de proteína por quilo de peso por dia, com margem estatística entre 1,03 e 2,20. Acima disso, os estudos não mostram ganho extra. Para uma pessoa de 70 kg, o meio dessa faixa dá pouco mais de 110 g de proteína no dia, somando comida e suplemento.
As entidades recomendam faixas parecidas. A International Society of Sports Nutrition recomenda 1,4 a 2,0 g por quilo por dia para quem treina. O posicionamento conjunto do American College of Sports Medicine com a Academy of Nutrition and Dietetics e a Dietitians of Canada recomenda 1,2 a 2,0 g por quilo por dia. As três referências convergem, e nenhuma delas exige suplemento: elas falam de proteína total do dia, venha ela de onde vier.
A janela de 30 minutos após o treino não se sustentou. Quando os pesquisadores controlaram pela proteína total do dia, o horário da dose deixou de fazer diferença significativa em força e em hipertrofia. A revisão que testou isso reuniu mais de 500 participantes, e a conclusão foi que o maior previsor de resultado é quanto você come no dia, não em qual minuto. Isso não torna o whey pós-treino errado; torna a pressa desnecessária.
O suposto teto de 20 a 25 g por refeição também caiu. Um estudo de 2023 publicado na Cell Reports Medicine deu 100 g de proteína numa refeição só e mediu a resposta: ela foi maior e durou mais de 12 horas, sem o teto que se acreditava existir. Os 0,4 g por quilo por refeição continuam sendo uma orientação prática útil para distribuir o dia, mas não são uma barreira fisiológica: o excedente não é simplesmente desperdiçado.
Concentrado, isolado e hidrolisado não mudam o resultado. Uma revisão de 8 estudos com 246 participantes não encontrou diferença significativa entre as três formas para massa livre de gordura. Isso é relevante para o seu bolso: a escolha entre eles é sobre lactose, digestão, sabor e preço, não sobre quanto músculo você vai construir. Se você tolera lactose bem e não faz dieta apertada de carboidrato, o concentrado costuma ser a compra mais racional.
E whey não é magicamente superior a outras proteínas. A comparação direta entre whey e caseína em atletas não achou diferença. Redes de estudos comparando contra placebo colocam o whey à frente, mas com certeza baixa segundo os próprios autores. A leitura honesta é que o whey é uma forma prática, barata e de boa qualidade de bater a proteína do dia, não um composto com poder próprio. Frango, ovo, feijão com arroz e iogurte fazem o mesmo trabalho, com mais mastigação.
Sobre o medo do rim. A revisão mais completa sobre o assunto reuniu 28 estudos com 1.358 participantes e não encontrou dano renal em adultos saudáveis com dieta rica em proteína. A taxa de filtração ficou levemente maior no grupo de alta proteína, mas a variação entre os grupos não diferiu de forma significativa, o que é interpretado como adaptação, não lesão. Isso vale para pessoas saudáveis. Quem já tem doença renal está numa conversa diferente, e essa conversa é com médico.
Na prática
Como usar esta tabela para gastar menos
Comece pela sua meta do dia, não pelo pote. Multiplique seu peso por algo entre 1,2 e 2,0 e você tem a faixa de gramas de proteína por dia que as entidades recomendam para quem treina. Depois olhe quanto disso a sua comida já entrega. O whey serve para cobrir o que falta, e é normal que o que falte seja pouco.
Ordene por custo por grama de proteína, não por preço. É a única coluna que compara potes de tamanhos e doses diferentes na mesma régua. Um pote de 900 g mais caro pode sair mais barato por grama de proteína do que um de 1 kg em promoção, dependendo da concentração.
Escolha o tipo pelo seu intestino e pela sua dieta. Se lactose te incomoda, isolado. Se você conta carboidrato de perto, isolado. Se nenhum dos dois é problema, concentrado, porque o resultado é o mesmo e o preço não. Hidrolisado é o mais caro e resolve um problema que a maioria das pessoas não tem.
Desconfie do rótulo que fala de dose e não de concentração. "30 g de proteína por dose" não diz nada sozinho: depende do tamanho da dose. A concentração, que é a proteína dividida pelo peso da dose, é o número que separa o pote cheio de proteína do pote cheio de outra coisa. Ela está na tabela acima, calculada para todos os 44 produtos.
O que este comparador não faz. Ele não diz quanta proteína você deve tomar, não monta dieta e não substitui nutricionista. Ele organiza dado público de rótulo para você chegar na loja, ou na consulta, sabendo o que está comparando. Quanto comer, como distribuir e o que isso significa no seu caso é avaliação de quem tem formação para fazer isso.
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Para ler depois de escolher o pote
Custo-benefício
Whey no Brasil: quais marcas valem o preço, com a análise por trás desta tabela.
O básico
Proteína, do zero: quanto, quando e de onde, sem promessa e sem jargão.
Suplementos
O que funciona e o que é dinheiro jogado fora na prateleira de suplementos.
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Cafeína atrapalha a absorção de proteína? A resposta é mais chata que o boato.
Comida de verdade
A base de alimentos com dados oficiais: proteína de 191 alimentos comuns, direto da TACO.
Cozinha
A tabela dos básicos: arroz, feijão, ovo e o que eles entregam de proteína.
Fontes
De onde vem cada afirmação desta página
A ficha de cada produto está linkada dentro da comparação, uma por uma, no site do fabricante. As afirmações científicas do texto vêm das referências abaixo, conferidas no resumo original. Nenhum número desta página foi escrito de memória.
- Morton RW et al. A systematic review, meta-analysis and meta-regression of the effect of protein supplementation on resistance training-induced gains in muscle mass and strength. Br J Sports Med. 2018;52(6):376-84.
- Jager R et al. International Society of Sports Nutrition Position Stand: protein and exercise. J Int Soc Sports Nutr. 2017;14:20.
- Thomas DT, Erdman KA, Burke LM. Nutrition and Athletic Performance (ACSM, Academy of Nutrition and Dietetics, Dietitians of Canada). Med Sci Sports Exerc. 2016;48(3):543-68.
- Schoenfeld BJ, Aragon AA, Krieger JW. The effect of protein timing on muscle strength and hypertrophy. J Int Soc Sports Nutr. 2013;10:53.
- Trommelen J et al. The anabolic response to protein ingestion during recovery from exercise has no upper limit in magnitude and duration in vivo in humans. Cell Rep Med. 2023;4(12):101324.
- Castro LHA et al. Comparative Effects of Different Types of Whey Protein Supplementation on Body Composition. Nutrients. 2019;11(9):2047.
- Devries MC et al. Changes in Kidney Function Do Not Differ between Healthy Adults Consuming Higher- Compared with Lower- or Normal-Protein Diets. J Nutr. 2018;148(11):1760-75.
- Wilborn CD et al. Effects of Whey and Casein Protein Supplementation. J Sports Sci Med. 2013;12(1):74-9.
Perguntas frequentes
Sobre whey protein
O que é o custo por grama de proteína e por que ele importa?
É o preço do pote dividido pela proteína total que ele rende (número de doses vezes a proteína por dose). É a única medida justa de custo-benefício, porque neutraliza o tamanho do pote e o tamanho da dose. Dois potes com preços parecidos podem ter custo por grama bem diferente. No comparador, quanto menor esse número, mais proteína você leva por real.
Qual a diferença entre concentrado, isolado e hidrolisado?
O concentrado tem 70 a 80% de proteína por peso, mais lactose e gordura, e é o mais barato. O isolado passa de 85% de proteína com pouquíssima lactose e carboidrato, ideal para intolerantes e dietas restritas, e custa mais. O hidrolisado é isolado pré-quebrado para absorção mais rápida, o mais caro. O blend 3W mistura os três no mesmo pote. Para ganho de massa no dia a dia, o concentrado resolve.
O que deve ter na tabela nutricional de um whey?
Por dose, o rótulo traz valor energético (calorias), carboidratos e açúcares, proteínas, gorduras totais e saturadas e sódio, além do aminograma em alguns. É por isso que o comparador mostra a composição inteira, e não só a proteína: um concentrado pode ter de 2 a 16 gramas de carboidrato por dose dependendo da marca e do tamanho do scoop, o que muda a conta de quem controla carbo ou açúcar.
Whey mais barato por grama é sempre melhor?
Não. O custo por grama pressupõe que a proteína do rótulo é real, e nem sempre é. Em dezembro de 2024 a Senacon suspendeu a venda de 48 marcas por suspeita de amino spiking, a fraude de inflar o teor de proteína com aminoácidos baratos. Preço baixo demais é sinal para desconfiar. Vale olhar também carboidrato, açúcar e sódio por dose, que variam bastante entre marcas.
Quanta proteína por dia eu preciso se treino?
As três referências principais convergem numa faixa parecida: a International Society of Sports Nutrition recomenda 1,4 a 2,0 g por quilo de peso por dia, e o posicionamento conjunto do American College of Sports Medicine com a Academy of Nutrition and Dietetics e a Dietitians of Canada recomenda 1,2 a 2,0 g por quilo por dia. A revisão de 2018 do British Journal of Sports Medicine encontrou o ponto em que o benefício adicional some por volta de 1,62 g por quilo por dia, com margem entre 1,03 e 2,20. Isso é proteína total do dia, somando comida e suplemento, e o número que serve para você é assunto de nutricionista.
Preciso tomar whey logo depois do treino?
Não. Quando os estudos controlam pela proteína total consumida no dia, o horário da dose deixa de fazer diferença significativa em força e em hipertrofia. A revisão que testou isso reuniu mais de 500 participantes e concluiu que o maior previsor de resultado é quanto você come no dia, não em qual minuto. Tomar depois do treino continua sendo prático e não tem problema nenhum, só não é urgente.
Existe limite de proteína por refeição?
Não do jeito que se acreditava. A recomendação prática de cerca de 0,4 g por quilo por refeição serve para distribuir bem o dia, mas um estudo de 2023 publicado na Cell Reports Medicine deu 100 g de proteína numa refeição só e mediu resposta anabólica maior e mais prolongada, por mais de 12 horas, do que com 25 g, sem teto aparente. Ou seja, o excedente não é simplesmente jogado fora.
Whey faz mal para o rim?
Em pessoas saudáveis, a evidência disponível diz que não. Uma revisão com 28 estudos e 1.358 participantes não encontrou dano renal com dieta rica em proteína: a taxa de filtração ficou levemente maior no grupo de alta proteína, mas a variação entre os grupos não diferiu de forma significativa, o que se interpreta como adaptação e não lesão. Quem já tem doença renal diagnosticada está em outra situação, e essa conversa é com médico.
Whey é melhor que comer proteína de comida?
Não há evidência de superioridade própria. A comparação direta entre whey e caseína em atletas não achou diferença de desempenho, e as análises que colocam o whey à frente de outras fontes o fazem com certeza classificada como baixa pelos próprios autores. O whey é uma forma prática, barata e de boa qualidade de completar a proteína do dia. Frango, ovo, iogurte, feijão com arroz e peixe fazem o mesmo trabalho.
Vale a pena pagar mais caro por isolado ou hidrolisado?
Para o resultado de composição corporal, uma revisão de 8 estudos com 246 participantes não encontrou diferença significativa entre concentrado, isolado e hidrolisado na massa livre de gordura. A diferença entre eles é sobre lactose, digestão, carboidrato por dose, sabor e preço. Nesta base, a mediana do concentrado é cerca de 40% mais barata por grama de proteína que a do isolado. Se lactose não te incomoda e você não conta carboidrato de perto, o concentrado costuma ser a compra mais racional.
Whey engorda?
Whey é comida, e como qualquer comida ele entra na conta de energia do dia. Um pote não engorda nem emagrece por conta própria: o que decide é o total que você come comparado ao que gasta. O que muda entre um produto e outro é quanto da dose é proteína e quanto é carboidrato, gordura e açúcar, e essa é justamente a coluna de composição da tabela acima.
De onde vêm os dados do comparador?
Preço, dose, proteína por dose e a composição inteira foram coletados dos sites oficiais de cada fabricante em julho de 2026, lendo a tabela nutricional publicada ou a imagem do rótulo oficial. Cada produto traz a fonte linkada na comparação. Preço de e-commerce muda com frequência e alguns estavam em promoção, então trate os valores como uma fotografia, não como tabela fixa.
O comparador diz qual whey eu devo comprar?
Ele organiza dados reais para você decidir com contexto: tipo, dose, proteína, concentração, composição, custo por grama e fonte lado a lado. A escolha certa depende do seu objetivo, orçamento, tolerância a lactose e preferência de sabor. O Darwin não vende suplemento nem tem acordo com marca.
Antes de comprar. Preço, dose, proteína e composição vêm dos sites oficiais dos fabricantes (fontes linkadas em cada produto na comparação) e foram coletados em julho de 2026. Preço de e-commerce muda com frequência e alguns estavam em promoção. O Darwin não vende suplemento nem tem acordo com marca: a ferramenta existe pra organizar a informação, a escolha é sua. Whey é alimento, não medicamento; em caso de restrição, fale com um nutricionista.
Proteína certa merece um treino à altura.
O Darwin calibra treino e nutrição com técnica consagrada e carga semana a semana. O whey você escolhe, a evolução a gente constrói junto.
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